10 jul

B2B2C: entenda esse novo conceito

B2B2C: entenda esse novo conceito

Veja quais são as vantagens e como funciona o processo de utilização dessa estratégia.

B2B2C é um conceito de vendas pela internet que inclui toda a cadeia comercial, desde a indústria até o consumidor final. Esse sistema permite que a indústria venda ao consumidor final sem prejudicar a cadeia e de maneira que o varejista não seja afetado negativamente por essa venda direta. Pois, de fato, não será mais uma venda direta, mas uma venda que incluirá o varejista no processo. O fluxo funciona da seguinte forma: a indústria vende para o varejista, em uma transação B2B, e o varejo repassa ao consumidor final, em uma relação B2C, a partir de uma mesma plataforma de e-commerce.

Traduzindo: o B2B2C é o comércio eletrônico que atrai novos mercados e clientes por meio de parcerias com empresas de produtos e serviços orientados para os consumidores finais. Os dois negócios unem forças para promover mutuamente soluções benéficas com produtos e serviços.

Você certamente já ouviu falar em empresas B2B e B2C, denominações amplamente conhecidas nos dias de hoje. Mas como o mundo não para de rodar e o mercado nunca deixa de evoluir, uma nova tendência vem se desenhando no momento: a do B2B2C. Com uma abordagem mista e resultados diferenciados, cada vez mais empresas estão adotando essa estratégia na realização de negócios e na expansão de seu horizonte. Mais do que isso, o B2B2C também vem imprimindo profundas transformações na cadeia de suprimentos e na forma como ela é abordada, mudando toda a logística dos empreendimentos que dela se utilizam. Quer entender esse conceito, avaliar suas vantagens e decidir se pode fazer dele bom uso? Confira a seguir:

No que consiste o B2B2C?

O B2B2C é um conceito relativamente novo que diz respeito à forma como os negócios se realizam. É a abreviação de Business to Business to Customer esignifica que a operação de venda é realizada primeiramente para uma empresa e, então, para um cliente final. De outro ponto de vista, também podem ser consideradas empresas B2B2C aquelas que vendem no atacado e no varejo. Mas o conceito mais amplo está relacionado à criação dessa nova cadeia logística de venda totalmente interligada. Com isso, uma empresa não precisa deixar de ser B2B ou B2C e, ainda assim, pode adotar uma estratégia B2B2C para casos específicos.

E como o processo se dá?

Para entender realmente como acontece o processo de vendas do B2B2C, imagine uma grande marca que possui um sistema de revenda. Em determinado momento, um cliente entra no site do revendedor e escolhe o produto que deseja comprar. Ao fazer a transação, o que acontece, na verdade, é que a distribuidora realiza essa venda diretamente, mas a empresa revendedora também recebe uma parcela do valor da compra. Assim se configura um caso de B2B2C.

Muito empregada em e-commerces, a estratégia representa uma opção para que a empresa do tipo B2B chegue ao consumidor de maneira indireta. Como a empresa B2C faz parte do processo, também lucra com a operação, gerando resultados positivos para ambos os lados. Esse tipo de modelo de negócio também é conhecido por sua característica de win-win-win, ou seja, não só as duas empresas, mas até mesmo o consumidor se beneficiam de algum modo do processo de vendas.

Que tal alguns exemplos?

Como o B2B2C cria uma cadeia logística própria, de modo a entregar valor para o cliente final, ele nem sempre precisa ser um modelo caracterizado apenas pela revenda de produtos de maneira intermediada. Na verdade,o conceito pode ser considerado, por exemplo, quando uma empresa fornece uma plataforma para que outra produza, gerando lucro ao oferecer o produto final para o cliente.

De maneira semelhante, uma parceria comercial para aumentar o conhecimento das marcas também pode ser considerada como um modelo B2B2C. Isso normalmente acontece quando o crescimento da primeira empresa depende necessariamente do crescimento da segunda, criando uma cadeia positiva de valor. Em 2012, a Cielo e o Facebook lançaram um projeto piloto de B2B2C,com o objetivo de integrar o mundo de compras ao universo virtual. Essas gigantes se uniram, integrando o Facebook às máquinas de cartão, para que os clientes pudessem realizar check-in e, com isso, aproveitar algumas promoções relacionadas ao resgate. Com isso, tanto o Facebook quanto a Cielo ganhariam exposição e o cliente se beneficiaria das vantagens oferecidas.

Outro exemplo de atuação B2B2C foi adotado pela Alelo, empresa de cartões de benefícios, em 2015. Na época, a empresa desenvolveu um aplicativo para relógios inteligentes, de forma a obter mais informações sobre dados e hábitos dos clientes, melhorando toda a iniciativa. Aliás, muitos aplicativos e softwares baseados na nuvem também possuem uma atuação B2B2C, fornecendo recursos de TI para que negócios possam oferecer soluções diferenciadas e mais ajustadas às necessidades de seus clientes.

Dentro do universo e-commerce, um dos mais bem-sucedidos exemplos de B2B2C são os marketplaces, em que uma empresa teoricamente do tipo B2B agrega diferentes e-commerces para garantir maior fluxo de clientes e mais oferta e competitividade. E com tudo integrado em uma única plataforma, os clientes também saem ganhando.

Qual o impacto no mercado?

Mais do que apenas diferenças entre o consumidor de uma empresa B2B e de uma empresa B2C, o mercado está sendo fortemente transformado pelo B2B2C pelas mudanças relativas à cadeia de suprimentos. Isso significa, por exemplo, que a empresa que adota esse tipo de estratégia agora não foca apenas em oferecer um bom produto ou serviço, mas também deve se preocupar com o sucesso do empreendimento que negocia com ela. O sucesso dessas empresas passou a ser codependente. Daí vem a mudança na visão da cadeia de suprimento.

Além disso, ao adotar o B2B2C, a empresa também começa a se preocupar, ainda que em menor grau, com a experiência do usuário final e como isso vai impactar os seus negócios. Com isso, o consumidor ganha mais poder de decisão e a cadeia de suprimentos se torna ainda mais complexa. Todo esse cenário leva, inclusive, à necessidade de mudar a gestão de equipes para que possam se adaptar à nova realidade.

Quais as vantagens do B2B2C?

Cada vez mais utilizado, o modelo B2B2C traz algumas vantagens importantes para as empresas que passam a adotá-lo. A primeira delas diz respeito ao aumento do brand awareness, ou seja, da exposição da marca. Esse impulso acontece, inclusive, em relação ao consumidor final, permitindo que a empresa alcance novos mercados em potencial. Outra vantagem reside na escalabilidade, já que esse modelo de negócio facilita o aumento dos resultados sem que isso signifique, necessariamente, elevação de custos.

A diferenciação de mercado e a vantagem competitiva também surgem como vantagens da adoção desse tipo de estratégia. Melhorias no posicionamento, na segmentação e na lucratividade dos empreendimentos em geral são mais duas grandes vantagens desse tipo de abordagem.

O B2B2C é um conceito relativamente novo, mas extremamente promissor. Com uma abordagem focada na criação de uma cadeia de suprimentos muito mais complexa e integrada, essa estratégia de negócios promete dominar o mercado e transformar a maneira como as transações comerciais são feitas atualmente.

 

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24 jun

Pare de vender produtos e venda projetos

Pare de vender produtos e venda projetos

Mais do que os produtos, as possibilidades com projetos são infinitas

Pare de vender produtos e venda projetos

É um forte consenso, no mundo corporativo, que para uma grande empresa alcançar um status de líder no mercado em que atua, precisa vender um produto de qualidade ou oferecer um excelente serviço. No entanto, a era em que o produto por si só já garantia a sua venda foi ultrapassada. Hoje, o que une os consumidores a uma determinada marca não são apenas os itens vendidos ou os serviços prestados, mas todo um universo de ideias.

Sobretudo a partir do forte avanço das atuais tecnologias digitais, sendo a experiência do cliente essencial em qualquer estratégia de crescimento corporativo, vender projetos vale muito mais do que vender produtos. Nesse cenário, as empresas buscam se destacar, cada vez mais, com foco na entrega de valor a seus clientes, no sentido mais imensurável da palavra valor.

O que faz, por exemplo, uma empresa como a Coca-Cola Company, que tem como carro-chefe a venda de refrigerantes e outras bebidas, conseguir diversificar os seus negócios e vender outros produtos, como roupas, calçados, colecionáveis, dentre outros, estampando a sua marca? O que a Coca-Cola desperta em seu consumidor para que ele queira usar uma mochila com a logo da empresa, por exemplo?

É importante que a gigante do ramo de refrigerante ofereça produtos de qualidade, mas com certeza o que traz mais engajamento de seus consumidores é a ideia sob a qual a Coca-Cola se traduz. Os fãs da Coca-Cola, que colecionam objetos de todos os tipos relacionados à empresa, não fazem isso por causa do sabor da bebida, mas por um estilo de vida, um conceito da marca. Muitos de seus slogans já buscaram sintetizar esse valor: Open Happiness (Abra a Felicidade); The Coke Side of Life (Viva o Lado Coca-Cola da Vida); Taste the Feeling (Sinta o Sabor) etc.

Esta relação em que o consumidor não quer comprar meramente o produto de determinada empresa, mas o seu valor, se destaca ainda mais no cenário atual, no qual as pessoas se conectam através de seus dispositivos móveis, expondo seus perfis em redes sociais. Nesse cenário, a imagem que se tem sobre algo pode ter muito mais valor do que a coisa em si. No caso da Coca-Cola, por exemplo, a sua associação à uma ideia abstrata faz com que ela se torne uma marca tão forte, que os diversos avisos sobre o mal que o excesso de refrigerante pode causar são ignorados. Isso certamente justifica os mais de 105 milhões de seguidores na página da Coca-Cola no Facebook e o crescimento constante de adoradores da marca.

Os casos das marcas Uber e Red Bull

Há 5 anos, provavelmente poucas pessoas imaginariam um serviço como o oferecido pela empresa Uber. Hoje a marca tem a simpatia e a admiração de muitos consumidores que, às vezes, mesmo sem nunca terem feito uma corrida, defendem a Uber no embate político e legal para que o serviço seja liberado pelas autoridades locais de determinadas cidades.

Como um serviço tão novo, de uma empresa com menos de 10 anos no mercado, consegue esse tipo de engajamento? O desafio de comunicação desse tipo de serviço é realmente difícil e demanda um profundo conhecimento do mercado consumidor sobre o negócio. Os clientes podem se perguntar o porquê da Uber ser considerado melhor e mais barato em comparação aos táxis tradicionais; podem se sentir desconfortáveis em oferecer dados de seu cartão de crédito a uma aplicativo; etc.

No entanto a empresa, além de contar com milhões de clientes, também já conseguiu atrair inúmeros fãs para a marca. É claro que o fato de ser um serviço inovador, de qualidade e por um preço melhor do que o dos concorrentes diretos já pode influenciar muitas pessoas. Mas a organização vai além, e busca fazer com que a experiência do cliente seja mais confortável e agradável.

Afinal, o que faz da Uber uma marca tão interessante que leva o consumidor a se apaixonar por ela a ponto de defendê-la em discussões polêmicas? Provavelmente a estratégia de criar ações e oferecer mimos e bônus a seus clientes foi uma forma de vender não somente uma corrida, mas uma experiência. Hoje em dia, muitas pessoas sentem orgulho de utilizar o transporte da Uber; muitos preferem dizer que é melhor contar com esse serviço do que ter que dirigir o seu próprio carro.

Para ganhar uma fatia do mercado, a empresa ofereceu inicialmente viagens de graça e descontos por afiliação, gerando o primeiro contato e interesse de usuários. A partir de um serviço de qualidade, a Uber passou a ser recomendado de pessoa para pessoa, ganhando notoriedade nas redes sociais. Ações que tornaram a Uber uma empresa memorável também contribuíram para aumentar o valor da marca. Por exemplo, clientes foram surpreendidos com uma versão Uber do Optimus Prime, personagem do filme Transformers que pode se transformar em um veículo. Também seguindo a lógica de surpreender o cliente e criar uma ação viral, clientes nos Estados Unidos também já puderam fazer uma corrida em uma Lamborghini Aventador pilotada pelo Batman.

Outra marca que também pode ser considerada um exemplo de empresa com uma extensa base de fãs, tendo criado um conceito maior do que os seus próprios produtos, é a Red Bull. A empresa de energéticos está relacionada a ideias, como: aventura, energia, esportes radicais, liberdade etc.

A Red Bull possui apenas 4 produtos em seu portfólio, todos da categoria de bebidas energéticas, mas o que certamente tornou e mantém a empresa como a líder do mercado, mesmo com fortes concorrentes, é a sua capacidade de vender conceitos, projetos, ideias. Desde o seu slogan: “Red Bull te dá asas” até os seus investimentos em atletas de alta performance, tudo é pensado minuciosamente como um grande projeto, cujo conceito central é criar todo um ecossistema próprio da marca, em que admiradores de todo o mundo podem fazer parte, consumindo os valores propostos pela empresa.

A empresa busca reforçar a ideia de energia e aventura, patrocinando inúmeros eventos dos mais diferentes esportes: motocross, mergulho, snowboard, skate, parkour, dentre outros. Mas não para por aí, já que a Red Bull montou uma equipe na Fórmula 1, principal categoria do automobilismo mundial. O mesmo aconteceu no futebol, com o clube Red Bull Leipzig, que fez frente ao Bayern de Munique no campeonato alemão de 2016-2017; no mesmo segmento, o Red Bull Salzburg hoje é o maior time da Áustria.

Também, por meio da Red Bull TV e da revista The Red Bulletin, a empresa produz e gera conteúdo constante sobre atletas de alta performance e esportes radicais. Essa mesma ideia também é seguida no Instagram da marca, que raramente publica fotos de suas latinhas de energético. A rede social da Red Bull, em vez de promover os seus produtos, promove a sua identidade, o seu conceito, por meio dos eventos esportivos que patrocina e dos seus atletas nas mais variadas competições. Os quase 8 milhões de seguidores na plataforma sinalizam para o quanto a marca é admirada, independentemente de seu energético.

Venda conceitos, venda ideias

Tendo em vista que hoje as relações são mais dinâmicas e a tecnologia é extremamente avançada, é uma questão de tempo para que produtos se tornem mercadorias de baixo valor agregado. Por isso, mais importante do que investir na venda de bens materiais, é investir na venda de projetos, desejos, experiências, sonhos e até necessidades únicas aos consumidores.

São poucas as marcas que têm buscado atrair pessoas apaixonadas por ela, mas isso é uma tendência irreversível. Para que clientes levantem a bandeira de uma empresa, eles precisa identificar uma personalidade da marca, admirar o trabalho, a forma como a organização trata os seus consumidores e quais são os seus valores. Para isso, criar projetos longevos, que tenham como objetivo relacionar a marca a um conceito forte, é essencial. Além disso, deve-se pensar em estratégias para engajar o consumidor, que deseja ter uma experiência de consumo memorável e ter orgulho de ter feito aquela compra e de participar daquela ideia de empresa, daquele projeto de valor.

Vender um projeto consistente, que entregue um valor real, é o passo mais importante para criar um vínculo entre marca e consumidor. A partir disso, o cliente passará a enxergar a empresa com mais relevância e será um divulgador e defensor da marca. Mesmo que seja difícil trabalhar um conceito, que é algo intangível, fazer esse trabalho é cada vez mais necessário. Mais do que os produtos, as possibilidades com projetos são infinitas.

Um produto, hoje em dia, tem que ser mais do que costumava ser, ele precisa se aliar a uma persona viva, a qual dará personalidade à empresa, algo abstrato, mas que dialoga com seus consumidores, uma ideia de projeto de valor. Na sua empresa, já existe essa mentalidade de vender conceitos e não somente produtos? Você busca se inspirar nessas organizações que conseguem atrair uma forte base de admiradores? Conte-nos suas experiências.

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23 jun

A breve história da Blockchain

A breve história da Blockchain

A blockchain já causou algum impacto no mundo corporativo, mas a previsão é de que essa tecnologia revolucione de vez a forma de se fazer negócios.

A breve história da Blockchain

O consultor especializado em estratégias corporativas, Don Tapscott, em artigo publicado na Harvard Business Review, em maio de 2016, já antecipava o poder da tecnologia blockchain. Segundo o especialista, o impacto causado na sociedade e nos negócios com o surgimento da internet poderá ser experimentado novamente, no mundo corporativo, a partir do avanço dessa inovação.

Outras inovações, que também causaram profundas revoluções, ocorreram sem que as pessoas esperassem ou percebessem em um primeiro momento; elas simplesmente foram implementadas no dia a dia de cada um, de forma natural, no seu tempo, sem grandes alardes. Os smartphones, por exemplo, que impulsionaram a era da vasta produção de dados, só existem há uma década.

Há cerca de 10 anos, pode-se dizer que a sociedade, sobretudo nas relações corporativas, também vivencia uma profunda revolução, propiciada pela chamada blockchain. A blockchain é uma base de dados distribuídos, que mantém uma lista crescente e contínua de registros ordenados, chamados “blocos”.

De modo mais específico, essa tecnologia estabelece bases de registros e dados distribuídos e compartilhados, cuja função é criar um índice global para todas as transações que ocorrem em um determinado mercado. Funciona como um livro-razão (de contabilidade), só que de forma pública, compartilhada e universal, que cria consenso e confiança na comunicação entre todas as partes, sobre todas as informações, todos os saldos, e todas as transações das contas de cada registro transacional ou comercial, sem o intermédio de terceiros.

Onde surgiu e como funciona a blockchain

Como se pode prever, a blockchain é uma inovação disruptiva, que irá modificar totalmente as formas de fazer negócio, seja localmente ou globalmente. Esse conceito originou-se de um breve estudo de 2008, publicado sob o pseudônimo de Satoshi Nakamoto -assunto controverso, pois não se sabe ainda quem é o verdadeiro autor (ou autores) envolvido nessa publicação, intitulado “Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System”. Foi a partir deste primeiro estudo e da criação da rede Blockchain Bitcoin, em 2009, também atribuída a Sakamoto, que todas as inovações relacionadas a essa tecnologia puderam surgir também. Os princípios básicos que regem essa inovação são:

  • Peer-to-peer:o princípio de rede ponto a ponto para a transferência de dinheiro eletrônico permite que os pagamentos digitais sejam realizados de uma parte a outra sem o intermédio de um terceiro, isto é, não é necessária a mediação de uma instituição financeira ou governamental.
  • Descentralização:nesse mesmo viés, existe o princípio de que, de forma alguma, deve existir uma terceira parte ou um regulador para prevenir o problema do duplo gasto, já que a solução peer-to-peer precisa ser autossuficiente.
  • Proof-of-Work:segundo o princípio da prova de trabalho, a rede envolvida nas transações recebe uma identificação única, criptograficamente calculada, a partir do horário exato da rede, formando um registro que inviabiliza a alteração ou adulteração das transações, porque, para isso, elas teriam que ser totalmente recalculadas de forma retroativa em todas as réplicas, gerando um esforço computacional gigantesco.
  • Consenso:as transações válidas são legitimadas por um consenso da maior parte dos participantes da rede. Isto é, o maior encadeamento de transações indica qual o bloco será aceito pela maioria, reforçando a dispensabilidade de uma figura central.
  • Sincronização:conforme este último princípio, qualquer participante que temporariamente se desligar da rede, assim que retornar, será automaticamente obrigado a aceitar o maior bloco encadeado de transações. Isto torna a estrutura a menor possível para a continuidade do processamento das transações.

As 5 inovações que giraram em torno da tecnologia blockchain

Com o objetivo de apresentar um panorama a respeito dessa silenciosa revolução no mundo dos negócios, lista-se, a seguir, uma breve cronologia das inovações surgidas através da tecnologia blockchain e quais são as perspectivas de mudanças a partir dessa inovação para os próximos anos.

1 – Bitcoin

A primeira grande inovação da blockchain foi a bitcoin, a moeda virtual mais utilizada no mundo hoje. Essa moeda digital é do tipo criptomoeda descentralizada, considerada como a responsável pelo ressurgimento do sistema bancário livre. A bitcoin permite a transação financeira sem intermediários, mas verificadas por todos os nós da rede Bitcoin peer-to-peer, que são gravadas no banco de dados blockchain. A capitalização de mercado da bitcoin atualmente oscila entre US$ 10 e 20 bilhões e é usada por milhões de pessoas para pagamentos, incluindo um mercado de remessas amplo e em expansão.

2 – Blockchain

A segunda inovação foi a própria tecnologia conhecida como blockchain, que surgiu graças à percepção de que a tecnologia básica que operava a bitcoin podia ser separada da moeda e ser usada também em todas as outras formas de cooperação interorganizacional.

3 – Smart Contracts

Os contratos inteligentes são a terceira inovação, que foi inserida na segunda geração do sistema da blockchain, intitulado Ethereum. Trata-se de um protocolo de computador auto executável, criado a partir da popularização das criptomoedas, cujo objetivo é reforçar a negociação ou desempenho de um contrato, proporcionando confiabilidade em transações online. Além disso, os smart contracts visam permitir que pessoas desconhecidas façam negócios de confiança entre si, pela internet, sem a necessidade de intermédio de uma autoridade central. A plataforma ethereum de smart contracts atualmente tem um mercado de capitalização de cerca de US$ 1 bilhão, com centenas de projetos direcionados ao mercado.

4 – Proof of Stake

As atuais gerações de blockchain são protegidas pela proof of work (prova de trabalho), na qual o grupo com maior capacidade de processamento total toma as decisões da rede. A chamada proof of skate (prova de participação) é um modelo alternativo a esse primeiro protocolo, e surgiu com o objetivo de resolver o problema do alto consumo de energia da bitcoin.

5 – Blockchain Scaling

A quinta maior inovação é a blockchain dimensionada, cujo objetivo é acelerar o processo de transação que, hoje, é considerado lento. Essa inovação permite prever quantos computadores são necessários para validar cada transação e distribuir o trabalho de forma eficiente, garantindo mais velocidade ao processo, sem sacrificar a segurança.

Você conhece a fundo a tecnologia blockchain e as inovações em torno dela? A sua empresa já está atenta às revoluções que essa tecnologia proporciona? Não deixe de buscar informações a esse respeito, porque as previsões são de que as mudanças atuais ainda estão em fase inicial e irão avançar muito mais. Compartilhe a sua visão sobre essas transformações.

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29 maio

O que é Firewall de Borda e como ele protege a sua empresa

Firewall de Borda é um sistema essencial para a proteção da informação abrigada e compartilhada pelas médias e grandes empresas hoje em dia

O que é Firewall de Borda e como ele protege a sua empresa

A partir da transformação digital, que atinge, sobretudo, as grandes e médias empresas, a conscientização a respeito da importância de proteger a informação em ambientes corporativos tem crescido consideravelmente. Apesar de que ainda existem grandes falhas nesse cenário, e ainda seja necessário, a muitas corporações, percorrer um longo caminho para que, de fato, se sintam seguras, a necessidade de investimentos maciços em segurança da informação é um consenso.

Ambientes empresariais, quando o assunto é tecnologia da informação, estão sujeitos a riscos que podem vir tanto de um meio externo quanto dos próprios departamentos internos que utilizam a rede compartilhada da empresa. Externamente, as ameaças podem vir de hackers e crackers, enquanto, internamente, a segurança dependerá do bom comportamento dos usuários, bem como de sistemas e ferramentas que garantem uma maior proteção.

A fim de amenizar ou até mesmo extinguir esse risco, grandes companhias contam com variadas soluções que podem ser aplicadas para proteção e disponibilidade das informações. No entanto, o chamado Firewall de Borda figura como um dos mais utilizados no meio corporativo, sendo também um dos mais eficientes quando se trata de proteção de sistemas de informação em ambientes empresariais.

O Firewall de Borda é um sistema desenvolvido para prevenir o acesso não autorizado a uma rede privada, ou proveniente dela. A tarefa básica do Firewall é controlar o tráfego entre redes de computadores com diferentes níveis de confiança, como a rede Internet (zona não confiável), a rede de servidores (zona desmilitarizada) e a rede interna de uma empresa (zona confiável).

Além desse sistema ser capaz de restringir e controlar o fluxo do tráfego de dados entre redes, mais comumente entre uma rede interna e a Internet, os Firewalls podem estabelecer regiões seguras entre redes internas, criando perímetros de segurança com políticas específicas para os sistemas que abrigam.

Em outras palavras, o Firewall de Borda funciona como um filtro, que verifica constantemente o fluxo de dados na sua organização, analisando a sua procedência. Assim, o Firewall é capaz de prevenir ataques de vírus e outras ameaças cibernéticas, controlar acesso a blogs, redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas, além de gerenciar acessos de dispositivos móveis.

A sua tradução literal, “parede de fogo”, já indica que o Firewall é uma solução que se enquadra em uma espécie de barreira de defesa, sendo o seu objetivo principal bloquear tráfego de dados indesejados e liberar acessos bem-vindos, ou seja, ele é fundamental para proteger as informações manipuladas por toda organização.

Porém, essa não é a única funcionalidade e o único benefício de segurança que o Firewall de Borda pode oferecer à rede de ambientes corporativos. A seguir, apresenta-se uma lista com 6 de suas funcionalidades primordiais.

1 – Evita abusos e desperdícios de tempo

Sobretudo nos tempos atuais, a Internet é uma ferramenta essencial para qualquer negócio, principalmente para as médias e grandes companhias. No entanto, para se ter um uso efetivo e completo da web, é necessário criar controles que evitem abusos e desperdícios.

Estudos revelam que o acesso à Internet pode levar um usuário a desperdiçar até 20% do seu tempo produtivo acessando conteúdos para fins pessoais. O mesmo desperdício também ocorre no contexto empresarial, em que os colaboradores podem desviar sua atenção para atividades pessoais na web. Para a resolução desse problema, os Firewalls são capazes de, conforme a demanda da empresa e do perfil do colaborador, bloquear sites por conteúdo e por URLs, moderando o uso da Internet para fins pessoais.

2 – Bloqueia conteúdo impróprio e de risco

Aliado à função apresentada no item anterior, o bloqueio de conteúdos impróprios, e que podem trazer riscos à rede da empresa, é uma funcionalidade que, além de evitar o desperdício de tempo, garante uma navegação segura.

Para se ter ideia, dependendo do perfil do usuário, é possível aplicar políticas aos sites visitados pelos clientes da rede local, evitando, por exemplo, que um colaborador possa entrar em um site ou uma URL suspeito e com palavras abusivas.

O controle pode ser configurado por endereço IP da estação ou através de autenticação de usuário e senha em uma base local ou uma base já existente. Quando o conteúdo é bloqueado, o usuário pode ser direcionado para uma página com formulário de solicitação. Esse procedimento evita o aumento da contaminação por vírus, trojans, spywares e outras ameaças que podem causar danos irreversíveis aos dados abrigados pelos sistemas da companhia.

3 – Faz o controle de banda e roteamento avançado

O Firewall de Borda oferece, em sua gama de funcionalidades, o controle de taxas máximas de download e upload que cada usuário ou servidor poderá consumir. Muito útil para evitar que um único usuário ou servidor congestione links de Internet. Também é possível forçar IPs de origem e/ou destino para utilizarem determinado link de Internet.

4 – Garante uma alta disponibilidade

A partir da implementação de sistemas de Firewall de Borda, é possível configurar múltiplos links de Internet e realizar a troca, automática ou manual, de roteamento em caso de falhas. Para ambientes críticos, é recomendável o uso de 2 servidores Firewall simultaneamente. Tal operação evitará gargalos em processos dependentes da rede de Internet.

5 – Gera estatísticas de acesso

Os Firewalls de Borda também são capazes de gerar gráficos e relatórios que possibilitam analisar o fluxo dos dados entre as redes. Mais especificamente, esses sistemas podem metrificar o consumo dos circuitos de Internet, consumo dos circuitos de Internet por cada endereço IP de rede local, além de produzir relatório de sites acessados por nome do usuário ou IP da estação.

6 – Permite acesso remoto e seguro

Outra funcionalidade oferecida por sistemas de Firewall de Borda é a possibilidade de acesso externo aos computadores de uma rede interna, de forma segura através de conexões criptografadas.

O acesso remoto externo a estações e servidores da rede, por meio de chaves seguras ou autenticação de usuário e senha em uma base local, é uma ferramenta útil para nos dias atuais, visto que o acesso a dados, remotamente, é uma demanda que pode surgir e precisa ser realizada de modo seguro.

Agora que você entende melhor como funcionam as soluções de Firewall de Borda e tem ciência da sua importância para a redução de ameaças virtuais, para a transparência sobre o uso da Internet, para o aumento da produtividade e da disponibilidade de recursos de Internet em ambiente corporativo, pretende implementar Firewalls corporativos em sua empresa? Já faz uso desse recurso? Conte-nos suas experiências nos comentários.

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