14 set

Telefonia IP: vale a pena usar?

Você já ouviu falar em Telefonia IP? Trata-se de uma tecnologia que se popularizou no Brasil de 2005 pra cá, permitindo um ganho de eficiência no fluxo de informações organizacionais. Também proporciona uma diminuição de custos de até 70% para a empresa que adota a tecnologia.

Por isso mesmo o número de empresas que vêm adotando a Telefonia IP vem crescendo bastante nos últimos anos. A aposta é no ganho financeiro e na agilidade para conduzir os negócios.

O que é a Telefonia IP?

Telefonia IP é um termo utilizado para definir as tecnologias que utilizam conexões de comutação de pacotes, com base em Protocolos de Internet, para transmitir dados em voz, fax e outras formas de comunicação.

Antigamente, a única forma de realizar a transmissão desse tipo de dados era por meio de uma linha telefônica. A Telefonia IP faz uso da internet para conectar pessoas e aparelhos ao redor do mundo, proporcionando mais mobilidade, agilidade e eficiência às organizações.

Ela também pode ser utilizada para realização de chamadas em vídeo, desde que os aparelhos usados para esta conexão possuam tecnologia suficiente.

Traduzindo o que foi dito até agora, a Telefonia IP conecta dois ou mais usuários por meio dos protocolos disponíveis na internet. Significa que você pode realizar uma ligação para qualquer funcionário ou cliente sem precisar utilizar uma linha telefônica.

Como a Telefonia IP funciona?

A Telefonia IP captura a voz que, na forma tradicional de comunicação, é transmitida por meio de dados analógicos. Esses dados são convertidos em pacotes que podem ser transmitidos por protocolo TCP/IP.

Para viabilizar essa operação, o primeiro passo é a instalação de um PABX IP que permita que a empresa adote a comunicação VoIP (Voz sobre Protocolos de Internet). Trata-se de uma central, que comandará o funcionamento de todos os aparelhos que forem habilitados pela organização.

Os dados vocais obtidos durante uma comunicação entre duas ou mais pessoas por meio desses aparelhos são transformados em informação binária e transmitidos por meio da internet. Esses aparelhos deverão estar equipados com a aplicação que faz a conexão com o PABX IP, além de possuírem itens como:

  • microfones;
  • alto-falantes;
  • placa de som;
  • conexão com a internet, utilizando cabo ou modem DSL.

Além disso, a tecnologia viabiliza que seja feita a conexão entre a internet e as linhas telefônicas convencionais, o que permite que Telefones IP possibilitem contato com aparelhos tradicionais.

Qual a tecnologia por trás da Telefonia IP?

Para entender melhor sobre como funciona a Telefonia IP, é importante entender qual a tecnologia por trás dela, ou seja, o que são, como atuam e qual a interação dos equipamentos e programas que permitem que ela opere. Para facilitar esse entendimento, separamos a seguir alguns de seus principais componentes e qual o papel de cada um deles dentro da Telefonia IP. Confira:

Como funciona a tecnologia VoIP

VoIP (Voice over Internet Protocol), também conhecida como Voz sobre IP ou voz sobre banda larga, consiste no roteamento da fala humana usando a web ou uma rede de computadores baseada no Protocolo de Internet (IP).

Em outras palavras, ela converte sinais de áudio analógicos, como os gerados em uma ligação, em dados digitais que podem ser enviados e recebidos por meio da Internet. Muitos softwares e equipamentos utilizam essa tecnologia no mundo todo, pois ela tem fornecido suporte para diversos serviços virtuais que requerem áudio.

Organizações que fornecem o serviço de VoIP, normalmente, são chamadas de provedoras, enquanto que os protocolos utilizados para transportar sinais de voz em uma rede IP são conhecidos como protocolos VoIP.

Por usarem apenas uma rede para carregar dados e voz, é possível diminuir despesas, principalmente quando os utilizadores já contam com uma rede que possa transportar dados VoIP sem custo adicional. Ligações de VoIP para VoIP quase sempre são gratuitas, mas de VoIP para redes públicas (PSTN) podem ter custos, apesar de, geralmente, serem menores.

Embora tenha recebido maior destaque no mercado na última década, essa tecnologia surgiu no começo dos anos 1990. Chegou até mesmo a frustrar as expectativas do mercado por causa de sua baixa velocidade de transmissão de dados na época. Contudo, devido à disseminação da Internet banda larga e aos investimentos na área, essa tecnologia ganhou mais espaço e desempenho, tornando-se uma opção viável, eficiente e com custos reduzidos.

Como é feita a transmissão do VoIP na prática

Para que a transmissão via VoIP seja possível, essa tecnologia captura a voz, que antes era enviada de modo analógico, e a converte em pacotes de dados. Esses podem ser mandados por qualquer protocolo TCP/IP, sendo convertidos novamente em voz em seu destino.

Basicamente, uma tecnologia VoIP simples permite a transmissão de dados de dois modos: de um computador para um telefone ou de um computador para outro.

Para entender melhor o processo, separamos um pequeno passo a passo:

  1. a pessoa remove o Telefone IP do gancho;
  2. um sinal é emitido para a aplicação sinalizadora do roteador, que indica que o telefone está fora do gancho;
  3. a aplicação emite um sinal de discagem;
  4. a pessoa digita o número do destinatário;
  5. os dígitos são acumulados e guardados pela aplicação da sessão;
  6. gateways comparam os dígitos com números programados. Em caso de coincidência, mapeia-se o endereço discado com o IP do gateway do destinatário;
  7. a aplicação de sessão aciona o protocolo de sessão sobre o IP. Isso é feito para estipular um canal de envio/recebimento para cada direção por meio da rede IP. Caso a chamada esteja sendo feita por um PABX, o gateway troca a sinalização analógica digital diretamente com essa plataforma, além de informar o estado da ligação;
  8. caso o destinatário atenda a chamada, estabelece-se um fluxo RTP (Real-time Transport Protocol) sobre UDP (User Datagram Protocol) entre o gateway de destino e o de origem, o que permite a conversação;
  9. após uma das extremidades da ligação desligar, a sessão é terminada.

Tipo de aparelho utilizado

Como mencionado, para utilizar o VoIP você precisará de um computador, uma rede de internet e um sistema que faça a conversão do áudio analógico em digital, transmitindo-o via internet.

Se você utilizar o computador para realizar uma ligação para um telefone tradicional, a voz igualmente é convertida em informação, que trafega pela web e é modificada para sinais analógicos. São esses sinais que serão recebidos nas ligações, nas centrais telefônicas, e pelos destinatários.

Para utilizar um telefone convencional para realizar ligações com a tecnologia VoIP, é preciso um equipamento conhecido como ATA (Adaptador Telefônico Analógico). Ele é um conversor analógico-digital que possibilita que você conecte um telefone tradicional ao seu computador, ou a sua conexão à web, para conseguir utilizar o VoIP.

Esse equipamento pega o sinal analógico do seu dispositivo telefônico e o transforma em dados digitais para serem transmitidos pela Internet. Existem provedores que entregam o ATA gratuitamente, porém em outros é preciso pagar por isso.

Vale destacar que é muito comum ocorrer uma confusão entre VoIP e Telefonia IP, no entanto, ambos têm diferenças. No VoIP, há o emprego de dispositivos convencionais para realizar a transmissão de dados via web, já os Telefones IP são equipamentos que se conectam diretamente à rede de computadores recebendo voz, imagens, entre outros dados. Eles se assemelham aos telefones comuns, mas utilizam conectores similares aos empregados pelas placas de rede dos computadores.

Basicamente, a Telefonia IP abrange o VoIP, além de outros serviços voltados para a telefonia, o que a deixa mais completa e com maiores potenciais para um ambiente corporativo. Também pode fazer uso de um sistema PABX, que fornece ramais e transferências de ligações entre diferentes dispositivos, aumentando a agilidade comunicacional, a eficiência e entregando outros benefícios para a empresa.

Aplicativos que devem ser instalados

Os aplicativos para que a Telefonia IP seja possível são geralmente fornecidos pelo provedor do serviço ou sistema PABX que conta com essa tecnologia, podendo disponibilizar também hardwares específicos para essa aplicação.

Além do serviço principal, o software proprietário do fornecedor poderá entregar outras ferramentas e funcionalidades, como compartilhamento de pastas, transferência de arquivos, transferência de ligações etc.

Quais os benefícios que a Telefonia IP pode trazer para a minha empresa?

Assim como qualquer tecnologia, a Telefonia IP tem vantagens e desvantagens para quem opta por esse tipo de serviço. A decisão é estratégica e deve seguir os objetivos da organização para o futuro.

Veja, abaixo, alguns prós e contras da Telefonia IP para que você possa embasar a sua decisão sobre contratar ou não o serviço.

Voz é apenas um dos recursos

Ao contratar um serviço de Telefonia IP você não limita a comunicação por voz da sua empresa aos contatos telefônicos. A tecnologia permite que você usufrua dos seguintes benefícios:

  • identificador de chamadas;
  • encaminhamento e reencaminhamento de chamadas;
  • conferências entre várias pessoas, por voz ou vídeo;
  • compartilhamento de dados e informações.

Conexão 24 horas por dia em qualquer lugar

Como você já viu, a Telefonia IP possibilita que qualquer aparelho conectado à internet permita a comunicação entre duas ou mais pessoas. Isso significa que você terá conexão 24 horas por dia e em qualquer lugar.

Imagine que você esteja em uma viagem de negócios e a sua presença é solicitada na equipe. Por meio da Telefonia IP você consegue manter contato com a sede da empresa sem precisar se deslocar até ela. Isso agiliza negócios, favorece a produtividade e permite maior rapidez no processo de tomada de decisões.

O número de telefone não muda

O número de telefone é atrelado ao seu IP, ou seja, independentemente do aparelho que você estiver utilizando, o número será sempre o mesmo.

Isso favorece a conectividade e faz com que os funcionários tenham mais disponibilidade para o negócio. No caso da telefonia convencional, qualquer mudança no número de telefone precisa ser acompanhada de comunicação para o restante dos funcionários e também para os clientes.

Baixo custo por ligação

Como funciona com base em Protocolos de Internet, a Telefonia IP não precisa das operadoras de telefone convencionais para realizar chamadas. Com isso, o custo por chamada cai drasticamente, principalmente se considerarmos as chamadas internacionais, que são bem mais caras do que as ligações locais.

Além disso, as chamadas entre dois aparelhos que utilizam a Telefonia IP não geram custos, o que torna a comunicação interna da empresa mais viável e barata.

Maior eficiência

O VoIP usado pela Telefonia IP ainda possibilita que múltiplas chamadas preencham o mesmo espaço na rede, o qual é ocupado só por uma ligação na telefonia convencional. Por exemplo, na rede tradicional, se 10 minutos de uma chamada consomem cerca de 10 minutos de transmissão a uma taxa de 128 Kbp/s, no VoIP a mesma ligação poderá preencher apenas 3,5 minutos, ou menos, a 64 kbp/s. Dessa forma, deixa-se livre o espaço restante para outras ligações.

Chamadas para números emergenciais

Não chega a ser uma desvantagem em 100% dos casos, porque depende muito do pacote de serviços contratados. Mas, em alguns casos, a Telefonia IP não permite ligações para números emergenciais, o que pode ser um fator de dificuldade. Telefones convencionais não sofrem com essa limitação.

Vale destacar que a entidade responsável pela regulamentação e fiscalização de telecomunicações no Brasil é a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), a qual também atua sobre alguns ramos da Telefonia IP e do VoIP.

Como você pôde perceber, a Telefonia IP possui mais vantagens do que desvantagens, o que a torna um diferencial competitivo quando o assunto é economia e maior eficiência comunicacional. Portanto, está na hora de você considerar esta tecnologia para aprimorar o fluxo de informações e a comunicação na sua empresa. Além disso, o relacionamento e o atendimento ao cliente podem ser melhorados significativamente.

Veja mais:

PRINCIPAIS FUNCIONALIDADES DE UM PABX EM NUVEM

 

 

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27 ago

Telefonia IP e VoIP entenda!!

Provavelmente você já deve ter se deparado em este termo. Mas afinal, o que é Telefonia IP?

Telefonia IP e VoIP são a mesma coisa?

Se não são, quais as diferenças?

A convergência para o mundo IP

Convergência tecnológica é um termo que, de uma maneira geral, é utilizado para designar a tendência de utilização de uma única infraestrutura de tecnologia para prover serviços que, anteriormente, requeriam equipamentos, canais de comunicação, protocolos e padrões independentes.

A popularização da internet e a necessidade de garantir a interoperabilidade de redes distintas acabou por tornar o seu protocolo (IP – internet protocol) como o padrão a ser adotado por todas as redes de dados, criando o que estamos chamando de convergência para o mundo IP.

Assim como as mais diversas indústrias, a da telefonia também não ficou incólume a esta mudança e seu grande impacto veio com a chamada convergência.

Numa visão prática, a convergência em telefonia nada mais é do que:

voz + dados => rede IP

Ampliando o conceito de convergência em telecomunicações podemos incluir a videoconferência e teremos o chamando triple play.

Alguns fatos que contribuíram para esta convergência:

  • Disseminação de redes IP;

  • Desregulamentação das telecomunicações;

  • Digitalização da telefonia;

  • Popularização da telefonia móvel.

Telefonia IP, VoIP, PBXIP ou IPBX

Todos os termos acima estão relacionados convergência da telefonia para o mundo IP, ou seja, fazer ligações telefônicas via uma rede IP.

VoIP: significa Voz sobre IP ( Voice over Internet Protocol). É o roteamento de conversação humana usando a internet, ou qualquer outra rede de dados baseada no protocolo IP (protocolo da internet), tornando a transmissão de voz mais um dos serviços suportado pela rede de dados.

Telefonia IP: é um termo mais amplo que abrange os equipamentos e as tecnologias de redes que utilizam o protocolo IP e o roteamento de pacotes para trafegar e encaminhar voz em redes públicas ou privadas. Simplificadamente podemos dizer que a telefonia IP prove a infraestrutura pela qual o VoIP trafega.

PABX IP, PBXIP ou IPBX:é um acrônimo para uma central telefônica IP, ou seja, é um equipamento ou conjunto de equipamentos que permitem disponibilizar a telefonia IP aos usuários em geral, normalmente pela substituição da central telefônica convencional existente ou PABX. São também chamados de Central Telefônica Inteligente por conta do grande número de funcionalidades disponíveis.

Avaliando o cenário

A disseminação da telefonia IP trouxe algumas mudanças em um modelo de negócio centenário e a quebra de alguns paradigmas. Dentre eles ressaltamos:

Independência de companhia telefônica

No modelo tradicional da telefonia o assinante (usuário) sempre necessitou contratar uma operadora de telefonia (PSTN) para que tivesse o serviço disponível. Pela necessidade de estar fisicamente conectado a rede desta operadora, as alternativas sempre se restringiam as empresas cuja rede chegasse ao endereço do cliente.

Na telefonia IP isto não é mais necessário, pois, via um link de dados (internet), é possível utilizar uma operadora que não tenha presença física no seu endereço, abrindo novas alternativas de fornecedores. Dentre estas novidades destacam-se:

  • Para uma empresa que tenha mais de uma unidade, a comunicação entre elas pode ser feita pelos links de dados dispensando a necessidade de uma operadora de telefonia;

  • Outra facilidade é o uso de softphones em smartphones, tablets ou notebooks, permitindo a criação de ramais internos que podem ser acessados via Internet, também sem a necessidade de uma operadora de telefonia;

  • Criação de números locais em localidades remotas sem a necessidade de um escritório local.

Independência de fornecedor

Outra característica do mercado tradicional de telefonia é que, uma vez optando por um fornecedor para sua central telefônica, também chamada de PABX, o usuário acabava ficando na total dependência do mesmo quanto a serviços e expansões.

Já na telefonia IP, as centrais telefônicas IP também chamadas de PABX IP, PBXIP ou IPBX, normalmente utilizam servidores padrão de mercado e softwares livres como o asterisk,que permitem a criação de centrais telefônicas totalmente independentes de fornecedor.

Vantagens da telefonia IP

Dentre as vantagens da telefonia IP destacam-se:

Econômicos:

  • Ganhos de escala: apenas uma única rede para todas as aplicações.

  • Economia com tarifas e custos de telecomunicações: redução de 25% a 60%.

  • Números locais em outras cidades ou regiões sem a necessidade de um escritório no local.

Técnicos:

  • Tecnologia conhecida e disseminada;

  • Requisitos de segurança necessários são os mesmos praticados para as redes de dados;

  • Padrão SIP permite soluções abertas sem mecanismos e protocolos proprietários;

  • Interoperabilidade entre equipamentos de fabricantes distintos.

Operacionais

  • Uma única equipe para administrar e manter uma rede de dados e voz;

  • Integração com outros serviços e sistemas;

  • Flexibilidade operacional, facilitando mudanças, crescimento da rede e novas aplicações;

  • Mudanças da posição dos ramais sem complicações;

  • Possibilidade de instalar e configurar independentemente de fornecedores;

  • Não gera dependência de um único fornecedor;

  • Não necessita de uma fiação telefônica segregada da rede de dados;

  • Fácil gerenciamento através de interfaces remotas.

Barreiras para adoção de telefonia IP

  • Confiabilidade/estabilidade das redes IP não é equivalente a rede de telefonia;

  • Eleva a sofisticação do gerenciamento da rede;

  • Novos cuidados com a segurança;

  • Maior complexidade no planejamento e implantação da rede.

Veja também:

6 (Seis) facilidades que a telefonia IP traz para empresas

 

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10 jul

B2B2C: entenda esse novo conceito

B2B2C: entenda esse novo conceito

Veja quais são as vantagens e como funciona o processo de utilização dessa estratégia.

B2B2C é um conceito de vendas pela internet que inclui toda a cadeia comercial, desde a indústria até o consumidor final. Esse sistema permite que a indústria venda ao consumidor final sem prejudicar a cadeia e de maneira que o varejista não seja afetado negativamente por essa venda direta. Pois, de fato, não será mais uma venda direta, mas uma venda que incluirá o varejista no processo. O fluxo funciona da seguinte forma: a indústria vende para o varejista, em uma transação B2B, e o varejo repassa ao consumidor final, em uma relação B2C, a partir de uma mesma plataforma de e-commerce.

Traduzindo: o B2B2C é o comércio eletrônico que atrai novos mercados e clientes por meio de parcerias com empresas de produtos e serviços orientados para os consumidores finais. Os dois negócios unem forças para promover mutuamente soluções benéficas com produtos e serviços.

Você certamente já ouviu falar em empresas B2B e B2C, denominações amplamente conhecidas nos dias de hoje. Mas como o mundo não para de rodar e o mercado nunca deixa de evoluir, uma nova tendência vem se desenhando no momento: a do B2B2C. Com uma abordagem mista e resultados diferenciados, cada vez mais empresas estão adotando essa estratégia na realização de negócios e na expansão de seu horizonte. Mais do que isso, o B2B2C também vem imprimindo profundas transformações na cadeia de suprimentos e na forma como ela é abordada, mudando toda a logística dos empreendimentos que dela se utilizam. Quer entender esse conceito, avaliar suas vantagens e decidir se pode fazer dele bom uso? Confira a seguir:

No que consiste o B2B2C?

O B2B2C é um conceito relativamente novo que diz respeito à forma como os negócios se realizam. É a abreviação de Business to Business to Customer esignifica que a operação de venda é realizada primeiramente para uma empresa e, então, para um cliente final. De outro ponto de vista, também podem ser consideradas empresas B2B2C aquelas que vendem no atacado e no varejo. Mas o conceito mais amplo está relacionado à criação dessa nova cadeia logística de venda totalmente interligada. Com isso, uma empresa não precisa deixar de ser B2B ou B2C e, ainda assim, pode adotar uma estratégia B2B2C para casos específicos.

E como o processo se dá?

Para entender realmente como acontece o processo de vendas do B2B2C, imagine uma grande marca que possui um sistema de revenda. Em determinado momento, um cliente entra no site do revendedor e escolhe o produto que deseja comprar. Ao fazer a transação, o que acontece, na verdade, é que a distribuidora realiza essa venda diretamente, mas a empresa revendedora também recebe uma parcela do valor da compra. Assim se configura um caso de B2B2C.

Muito empregada em e-commerces, a estratégia representa uma opção para que a empresa do tipo B2B chegue ao consumidor de maneira indireta. Como a empresa B2C faz parte do processo, também lucra com a operação, gerando resultados positivos para ambos os lados. Esse tipo de modelo de negócio também é conhecido por sua característica de win-win-win, ou seja, não só as duas empresas, mas até mesmo o consumidor se beneficiam de algum modo do processo de vendas.

Que tal alguns exemplos?

Como o B2B2C cria uma cadeia logística própria, de modo a entregar valor para o cliente final, ele nem sempre precisa ser um modelo caracterizado apenas pela revenda de produtos de maneira intermediada. Na verdade,o conceito pode ser considerado, por exemplo, quando uma empresa fornece uma plataforma para que outra produza, gerando lucro ao oferecer o produto final para o cliente.

De maneira semelhante, uma parceria comercial para aumentar o conhecimento das marcas também pode ser considerada como um modelo B2B2C. Isso normalmente acontece quando o crescimento da primeira empresa depende necessariamente do crescimento da segunda, criando uma cadeia positiva de valor. Em 2012, a Cielo e o Facebook lançaram um projeto piloto de B2B2C,com o objetivo de integrar o mundo de compras ao universo virtual. Essas gigantes se uniram, integrando o Facebook às máquinas de cartão, para que os clientes pudessem realizar check-in e, com isso, aproveitar algumas promoções relacionadas ao resgate. Com isso, tanto o Facebook quanto a Cielo ganhariam exposição e o cliente se beneficiaria das vantagens oferecidas.

Outro exemplo de atuação B2B2C foi adotado pela Alelo, empresa de cartões de benefícios, em 2015. Na época, a empresa desenvolveu um aplicativo para relógios inteligentes, de forma a obter mais informações sobre dados e hábitos dos clientes, melhorando toda a iniciativa. Aliás, muitos aplicativos e softwares baseados na nuvem também possuem uma atuação B2B2C, fornecendo recursos de TI para que negócios possam oferecer soluções diferenciadas e mais ajustadas às necessidades de seus clientes.

Dentro do universo e-commerce, um dos mais bem-sucedidos exemplos de B2B2C são os marketplaces, em que uma empresa teoricamente do tipo B2B agrega diferentes e-commerces para garantir maior fluxo de clientes e mais oferta e competitividade. E com tudo integrado em uma única plataforma, os clientes também saem ganhando.

Qual o impacto no mercado?

Mais do que apenas diferenças entre o consumidor de uma empresa B2B e de uma empresa B2C, o mercado está sendo fortemente transformado pelo B2B2C pelas mudanças relativas à cadeia de suprimentos. Isso significa, por exemplo, que a empresa que adota esse tipo de estratégia agora não foca apenas em oferecer um bom produto ou serviço, mas também deve se preocupar com o sucesso do empreendimento que negocia com ela. O sucesso dessas empresas passou a ser codependente. Daí vem a mudança na visão da cadeia de suprimento.

Além disso, ao adotar o B2B2C, a empresa também começa a se preocupar, ainda que em menor grau, com a experiência do usuário final e como isso vai impactar os seus negócios. Com isso, o consumidor ganha mais poder de decisão e a cadeia de suprimentos se torna ainda mais complexa. Todo esse cenário leva, inclusive, à necessidade de mudar a gestão de equipes para que possam se adaptar à nova realidade.

Quais as vantagens do B2B2C?

Cada vez mais utilizado, o modelo B2B2C traz algumas vantagens importantes para as empresas que passam a adotá-lo. A primeira delas diz respeito ao aumento do brand awareness, ou seja, da exposição da marca. Esse impulso acontece, inclusive, em relação ao consumidor final, permitindo que a empresa alcance novos mercados em potencial. Outra vantagem reside na escalabilidade, já que esse modelo de negócio facilita o aumento dos resultados sem que isso signifique, necessariamente, elevação de custos.

A diferenciação de mercado e a vantagem competitiva também surgem como vantagens da adoção desse tipo de estratégia. Melhorias no posicionamento, na segmentação e na lucratividade dos empreendimentos em geral são mais duas grandes vantagens desse tipo de abordagem.

O B2B2C é um conceito relativamente novo, mas extremamente promissor. Com uma abordagem focada na criação de uma cadeia de suprimentos muito mais complexa e integrada, essa estratégia de negócios promete dominar o mercado e transformar a maneira como as transações comerciais são feitas atualmente.

 

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24 jun

Pare de vender produtos e venda projetos

Pare de vender produtos e venda projetos

Mais do que os produtos, as possibilidades com projetos são infinitas

Pare de vender produtos e venda projetos

É um forte consenso, no mundo corporativo, que para uma grande empresa alcançar um status de líder no mercado em que atua, precisa vender um produto de qualidade ou oferecer um excelente serviço. No entanto, a era em que o produto por si só já garantia a sua venda foi ultrapassada. Hoje, o que une os consumidores a uma determinada marca não são apenas os itens vendidos ou os serviços prestados, mas todo um universo de ideias.

Sobretudo a partir do forte avanço das atuais tecnologias digitais, sendo a experiência do cliente essencial em qualquer estratégia de crescimento corporativo, vender projetos vale muito mais do que vender produtos. Nesse cenário, as empresas buscam se destacar, cada vez mais, com foco na entrega de valor a seus clientes, no sentido mais imensurável da palavra valor.

O que faz, por exemplo, uma empresa como a Coca-Cola Company, que tem como carro-chefe a venda de refrigerantes e outras bebidas, conseguir diversificar os seus negócios e vender outros produtos, como roupas, calçados, colecionáveis, dentre outros, estampando a sua marca? O que a Coca-Cola desperta em seu consumidor para que ele queira usar uma mochila com a logo da empresa, por exemplo?

É importante que a gigante do ramo de refrigerante ofereça produtos de qualidade, mas com certeza o que traz mais engajamento de seus consumidores é a ideia sob a qual a Coca-Cola se traduz. Os fãs da Coca-Cola, que colecionam objetos de todos os tipos relacionados à empresa, não fazem isso por causa do sabor da bebida, mas por um estilo de vida, um conceito da marca. Muitos de seus slogans já buscaram sintetizar esse valor: Open Happiness (Abra a Felicidade); The Coke Side of Life (Viva o Lado Coca-Cola da Vida); Taste the Feeling (Sinta o Sabor) etc.

Esta relação em que o consumidor não quer comprar meramente o produto de determinada empresa, mas o seu valor, se destaca ainda mais no cenário atual, no qual as pessoas se conectam através de seus dispositivos móveis, expondo seus perfis em redes sociais. Nesse cenário, a imagem que se tem sobre algo pode ter muito mais valor do que a coisa em si. No caso da Coca-Cola, por exemplo, a sua associação à uma ideia abstrata faz com que ela se torne uma marca tão forte, que os diversos avisos sobre o mal que o excesso de refrigerante pode causar são ignorados. Isso certamente justifica os mais de 105 milhões de seguidores na página da Coca-Cola no Facebook e o crescimento constante de adoradores da marca.

Os casos das marcas Uber e Red Bull

Há 5 anos, provavelmente poucas pessoas imaginariam um serviço como o oferecido pela empresa Uber. Hoje a marca tem a simpatia e a admiração de muitos consumidores que, às vezes, mesmo sem nunca terem feito uma corrida, defendem a Uber no embate político e legal para que o serviço seja liberado pelas autoridades locais de determinadas cidades.

Como um serviço tão novo, de uma empresa com menos de 10 anos no mercado, consegue esse tipo de engajamento? O desafio de comunicação desse tipo de serviço é realmente difícil e demanda um profundo conhecimento do mercado consumidor sobre o negócio. Os clientes podem se perguntar o porquê da Uber ser considerado melhor e mais barato em comparação aos táxis tradicionais; podem se sentir desconfortáveis em oferecer dados de seu cartão de crédito a uma aplicativo; etc.

No entanto a empresa, além de contar com milhões de clientes, também já conseguiu atrair inúmeros fãs para a marca. É claro que o fato de ser um serviço inovador, de qualidade e por um preço melhor do que o dos concorrentes diretos já pode influenciar muitas pessoas. Mas a organização vai além, e busca fazer com que a experiência do cliente seja mais confortável e agradável.

Afinal, o que faz da Uber uma marca tão interessante que leva o consumidor a se apaixonar por ela a ponto de defendê-la em discussões polêmicas? Provavelmente a estratégia de criar ações e oferecer mimos e bônus a seus clientes foi uma forma de vender não somente uma corrida, mas uma experiência. Hoje em dia, muitas pessoas sentem orgulho de utilizar o transporte da Uber; muitos preferem dizer que é melhor contar com esse serviço do que ter que dirigir o seu próprio carro.

Para ganhar uma fatia do mercado, a empresa ofereceu inicialmente viagens de graça e descontos por afiliação, gerando o primeiro contato e interesse de usuários. A partir de um serviço de qualidade, a Uber passou a ser recomendado de pessoa para pessoa, ganhando notoriedade nas redes sociais. Ações que tornaram a Uber uma empresa memorável também contribuíram para aumentar o valor da marca. Por exemplo, clientes foram surpreendidos com uma versão Uber do Optimus Prime, personagem do filme Transformers que pode se transformar em um veículo. Também seguindo a lógica de surpreender o cliente e criar uma ação viral, clientes nos Estados Unidos também já puderam fazer uma corrida em uma Lamborghini Aventador pilotada pelo Batman.

Outra marca que também pode ser considerada um exemplo de empresa com uma extensa base de fãs, tendo criado um conceito maior do que os seus próprios produtos, é a Red Bull. A empresa de energéticos está relacionada a ideias, como: aventura, energia, esportes radicais, liberdade etc.

A Red Bull possui apenas 4 produtos em seu portfólio, todos da categoria de bebidas energéticas, mas o que certamente tornou e mantém a empresa como a líder do mercado, mesmo com fortes concorrentes, é a sua capacidade de vender conceitos, projetos, ideias. Desde o seu slogan: “Red Bull te dá asas” até os seus investimentos em atletas de alta performance, tudo é pensado minuciosamente como um grande projeto, cujo conceito central é criar todo um ecossistema próprio da marca, em que admiradores de todo o mundo podem fazer parte, consumindo os valores propostos pela empresa.

A empresa busca reforçar a ideia de energia e aventura, patrocinando inúmeros eventos dos mais diferentes esportes: motocross, mergulho, snowboard, skate, parkour, dentre outros. Mas não para por aí, já que a Red Bull montou uma equipe na Fórmula 1, principal categoria do automobilismo mundial. O mesmo aconteceu no futebol, com o clube Red Bull Leipzig, que fez frente ao Bayern de Munique no campeonato alemão de 2016-2017; no mesmo segmento, o Red Bull Salzburg hoje é o maior time da Áustria.

Também, por meio da Red Bull TV e da revista The Red Bulletin, a empresa produz e gera conteúdo constante sobre atletas de alta performance e esportes radicais. Essa mesma ideia também é seguida no Instagram da marca, que raramente publica fotos de suas latinhas de energético. A rede social da Red Bull, em vez de promover os seus produtos, promove a sua identidade, o seu conceito, por meio dos eventos esportivos que patrocina e dos seus atletas nas mais variadas competições. Os quase 8 milhões de seguidores na plataforma sinalizam para o quanto a marca é admirada, independentemente de seu energético.

Venda conceitos, venda ideias

Tendo em vista que hoje as relações são mais dinâmicas e a tecnologia é extremamente avançada, é uma questão de tempo para que produtos se tornem mercadorias de baixo valor agregado. Por isso, mais importante do que investir na venda de bens materiais, é investir na venda de projetos, desejos, experiências, sonhos e até necessidades únicas aos consumidores.

São poucas as marcas que têm buscado atrair pessoas apaixonadas por ela, mas isso é uma tendência irreversível. Para que clientes levantem a bandeira de uma empresa, eles precisa identificar uma personalidade da marca, admirar o trabalho, a forma como a organização trata os seus consumidores e quais são os seus valores. Para isso, criar projetos longevos, que tenham como objetivo relacionar a marca a um conceito forte, é essencial. Além disso, deve-se pensar em estratégias para engajar o consumidor, que deseja ter uma experiência de consumo memorável e ter orgulho de ter feito aquela compra e de participar daquela ideia de empresa, daquele projeto de valor.

Vender um projeto consistente, que entregue um valor real, é o passo mais importante para criar um vínculo entre marca e consumidor. A partir disso, o cliente passará a enxergar a empresa com mais relevância e será um divulgador e defensor da marca. Mesmo que seja difícil trabalhar um conceito, que é algo intangível, fazer esse trabalho é cada vez mais necessário. Mais do que os produtos, as possibilidades com projetos são infinitas.

Um produto, hoje em dia, tem que ser mais do que costumava ser, ele precisa se aliar a uma persona viva, a qual dará personalidade à empresa, algo abstrato, mas que dialoga com seus consumidores, uma ideia de projeto de valor. Na sua empresa, já existe essa mentalidade de vender conceitos e não somente produtos? Você busca se inspirar nessas organizações que conseguem atrair uma forte base de admiradores? Conte-nos suas experiências.

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23 jun

A breve história da Blockchain

A breve história da Blockchain

A blockchain já causou algum impacto no mundo corporativo, mas a previsão é de que essa tecnologia revolucione de vez a forma de se fazer negócios.

A breve história da Blockchain

O consultor especializado em estratégias corporativas, Don Tapscott, em artigo publicado na Harvard Business Review, em maio de 2016, já antecipava o poder da tecnologia blockchain. Segundo o especialista, o impacto causado na sociedade e nos negócios com o surgimento da internet poderá ser experimentado novamente, no mundo corporativo, a partir do avanço dessa inovação.

Outras inovações, que também causaram profundas revoluções, ocorreram sem que as pessoas esperassem ou percebessem em um primeiro momento; elas simplesmente foram implementadas no dia a dia de cada um, de forma natural, no seu tempo, sem grandes alardes. Os smartphones, por exemplo, que impulsionaram a era da vasta produção de dados, só existem há uma década.

Há cerca de 10 anos, pode-se dizer que a sociedade, sobretudo nas relações corporativas, também vivencia uma profunda revolução, propiciada pela chamada blockchain. A blockchain é uma base de dados distribuídos, que mantém uma lista crescente e contínua de registros ordenados, chamados “blocos”.

De modo mais específico, essa tecnologia estabelece bases de registros e dados distribuídos e compartilhados, cuja função é criar um índice global para todas as transações que ocorrem em um determinado mercado. Funciona como um livro-razão (de contabilidade), só que de forma pública, compartilhada e universal, que cria consenso e confiança na comunicação entre todas as partes, sobre todas as informações, todos os saldos, e todas as transações das contas de cada registro transacional ou comercial, sem o intermédio de terceiros.

Onde surgiu e como funciona a blockchain

Como se pode prever, a blockchain é uma inovação disruptiva, que irá modificar totalmente as formas de fazer negócio, seja localmente ou globalmente. Esse conceito originou-se de um breve estudo de 2008, publicado sob o pseudônimo de Satoshi Nakamoto -assunto controverso, pois não se sabe ainda quem é o verdadeiro autor (ou autores) envolvido nessa publicação, intitulado “Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System”. Foi a partir deste primeiro estudo e da criação da rede Blockchain Bitcoin, em 2009, também atribuída a Sakamoto, que todas as inovações relacionadas a essa tecnologia puderam surgir também. Os princípios básicos que regem essa inovação são:

  • Peer-to-peer:o princípio de rede ponto a ponto para a transferência de dinheiro eletrônico permite que os pagamentos digitais sejam realizados de uma parte a outra sem o intermédio de um terceiro, isto é, não é necessária a mediação de uma instituição financeira ou governamental.
  • Descentralização:nesse mesmo viés, existe o princípio de que, de forma alguma, deve existir uma terceira parte ou um regulador para prevenir o problema do duplo gasto, já que a solução peer-to-peer precisa ser autossuficiente.
  • Proof-of-Work:segundo o princípio da prova de trabalho, a rede envolvida nas transações recebe uma identificação única, criptograficamente calculada, a partir do horário exato da rede, formando um registro que inviabiliza a alteração ou adulteração das transações, porque, para isso, elas teriam que ser totalmente recalculadas de forma retroativa em todas as réplicas, gerando um esforço computacional gigantesco.
  • Consenso:as transações válidas são legitimadas por um consenso da maior parte dos participantes da rede. Isto é, o maior encadeamento de transações indica qual o bloco será aceito pela maioria, reforçando a dispensabilidade de uma figura central.
  • Sincronização:conforme este último princípio, qualquer participante que temporariamente se desligar da rede, assim que retornar, será automaticamente obrigado a aceitar o maior bloco encadeado de transações. Isto torna a estrutura a menor possível para a continuidade do processamento das transações.

As 5 inovações que giraram em torno da tecnologia blockchain

Com o objetivo de apresentar um panorama a respeito dessa silenciosa revolução no mundo dos negócios, lista-se, a seguir, uma breve cronologia das inovações surgidas através da tecnologia blockchain e quais são as perspectivas de mudanças a partir dessa inovação para os próximos anos.

1 – Bitcoin

A primeira grande inovação da blockchain foi a bitcoin, a moeda virtual mais utilizada no mundo hoje. Essa moeda digital é do tipo criptomoeda descentralizada, considerada como a responsável pelo ressurgimento do sistema bancário livre. A bitcoin permite a transação financeira sem intermediários, mas verificadas por todos os nós da rede Bitcoin peer-to-peer, que são gravadas no banco de dados blockchain. A capitalização de mercado da bitcoin atualmente oscila entre US$ 10 e 20 bilhões e é usada por milhões de pessoas para pagamentos, incluindo um mercado de remessas amplo e em expansão.

2 – Blockchain

A segunda inovação foi a própria tecnologia conhecida como blockchain, que surgiu graças à percepção de que a tecnologia básica que operava a bitcoin podia ser separada da moeda e ser usada também em todas as outras formas de cooperação interorganizacional.

3 – Smart Contracts

Os contratos inteligentes são a terceira inovação, que foi inserida na segunda geração do sistema da blockchain, intitulado Ethereum. Trata-se de um protocolo de computador auto executável, criado a partir da popularização das criptomoedas, cujo objetivo é reforçar a negociação ou desempenho de um contrato, proporcionando confiabilidade em transações online. Além disso, os smart contracts visam permitir que pessoas desconhecidas façam negócios de confiança entre si, pela internet, sem a necessidade de intermédio de uma autoridade central. A plataforma ethereum de smart contracts atualmente tem um mercado de capitalização de cerca de US$ 1 bilhão, com centenas de projetos direcionados ao mercado.

4 – Proof of Stake

As atuais gerações de blockchain são protegidas pela proof of work (prova de trabalho), na qual o grupo com maior capacidade de processamento total toma as decisões da rede. A chamada proof of skate (prova de participação) é um modelo alternativo a esse primeiro protocolo, e surgiu com o objetivo de resolver o problema do alto consumo de energia da bitcoin.

5 – Blockchain Scaling

A quinta maior inovação é a blockchain dimensionada, cujo objetivo é acelerar o processo de transação que, hoje, é considerado lento. Essa inovação permite prever quantos computadores são necessários para validar cada transação e distribuir o trabalho de forma eficiente, garantindo mais velocidade ao processo, sem sacrificar a segurança.

Você conhece a fundo a tecnologia blockchain e as inovações em torno dela? A sua empresa já está atenta às revoluções que essa tecnologia proporciona? Não deixe de buscar informações a esse respeito, porque as previsões são de que as mudanças atuais ainda estão em fase inicial e irão avançar muito mais. Compartilhe a sua visão sobre essas transformações.

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29 maio

O que é Firewall de Borda e como ele protege a sua empresa

Firewall de Borda é um sistema essencial para a proteção da informação abrigada e compartilhada pelas médias e grandes empresas hoje em dia

O que é Firewall de Borda e como ele protege a sua empresa

A partir da transformação digital, que atinge, sobretudo, as grandes e médias empresas, a conscientização a respeito da importância de proteger a informação em ambientes corporativos tem crescido consideravelmente. Apesar de que ainda existem grandes falhas nesse cenário, e ainda seja necessário, a muitas corporações, percorrer um longo caminho para que, de fato, se sintam seguras, a necessidade de investimentos maciços em segurança da informação é um consenso.

Ambientes empresariais, quando o assunto é tecnologia da informação, estão sujeitos a riscos que podem vir tanto de um meio externo quanto dos próprios departamentos internos que utilizam a rede compartilhada da empresa. Externamente, as ameaças podem vir de hackers e crackers, enquanto, internamente, a segurança dependerá do bom comportamento dos usuários, bem como de sistemas e ferramentas que garantem uma maior proteção.

A fim de amenizar ou até mesmo extinguir esse risco, grandes companhias contam com variadas soluções que podem ser aplicadas para proteção e disponibilidade das informações. No entanto, o chamado Firewall de Borda figura como um dos mais utilizados no meio corporativo, sendo também um dos mais eficientes quando se trata de proteção de sistemas de informação em ambientes empresariais.

O Firewall de Borda é um sistema desenvolvido para prevenir o acesso não autorizado a uma rede privada, ou proveniente dela. A tarefa básica do Firewall é controlar o tráfego entre redes de computadores com diferentes níveis de confiança, como a rede Internet (zona não confiável), a rede de servidores (zona desmilitarizada) e a rede interna de uma empresa (zona confiável).

Além desse sistema ser capaz de restringir e controlar o fluxo do tráfego de dados entre redes, mais comumente entre uma rede interna e a Internet, os Firewalls podem estabelecer regiões seguras entre redes internas, criando perímetros de segurança com políticas específicas para os sistemas que abrigam.

Em outras palavras, o Firewall de Borda funciona como um filtro, que verifica constantemente o fluxo de dados na sua organização, analisando a sua procedência. Assim, o Firewall é capaz de prevenir ataques de vírus e outras ameaças cibernéticas, controlar acesso a blogs, redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas, além de gerenciar acessos de dispositivos móveis.

A sua tradução literal, “parede de fogo”, já indica que o Firewall é uma solução que se enquadra em uma espécie de barreira de defesa, sendo o seu objetivo principal bloquear tráfego de dados indesejados e liberar acessos bem-vindos, ou seja, ele é fundamental para proteger as informações manipuladas por toda organização.

Porém, essa não é a única funcionalidade e o único benefício de segurança que o Firewall de Borda pode oferecer à rede de ambientes corporativos. A seguir, apresenta-se uma lista com 6 de suas funcionalidades primordiais.

1 – Evita abusos e desperdícios de tempo

Sobretudo nos tempos atuais, a Internet é uma ferramenta essencial para qualquer negócio, principalmente para as médias e grandes companhias. No entanto, para se ter um uso efetivo e completo da web, é necessário criar controles que evitem abusos e desperdícios.

Estudos revelam que o acesso à Internet pode levar um usuário a desperdiçar até 20% do seu tempo produtivo acessando conteúdos para fins pessoais. O mesmo desperdício também ocorre no contexto empresarial, em que os colaboradores podem desviar sua atenção para atividades pessoais na web. Para a resolução desse problema, os Firewalls são capazes de, conforme a demanda da empresa e do perfil do colaborador, bloquear sites por conteúdo e por URLs, moderando o uso da Internet para fins pessoais.

2 – Bloqueia conteúdo impróprio e de risco

Aliado à função apresentada no item anterior, o bloqueio de conteúdos impróprios, e que podem trazer riscos à rede da empresa, é uma funcionalidade que, além de evitar o desperdício de tempo, garante uma navegação segura.

Para se ter ideia, dependendo do perfil do usuário, é possível aplicar políticas aos sites visitados pelos clientes da rede local, evitando, por exemplo, que um colaborador possa entrar em um site ou uma URL suspeito e com palavras abusivas.

O controle pode ser configurado por endereço IP da estação ou através de autenticação de usuário e senha em uma base local ou uma base já existente. Quando o conteúdo é bloqueado, o usuário pode ser direcionado para uma página com formulário de solicitação. Esse procedimento evita o aumento da contaminação por vírus, trojans, spywares e outras ameaças que podem causar danos irreversíveis aos dados abrigados pelos sistemas da companhia.

3 – Faz o controle de banda e roteamento avançado

O Firewall de Borda oferece, em sua gama de funcionalidades, o controle de taxas máximas de download e upload que cada usuário ou servidor poderá consumir. Muito útil para evitar que um único usuário ou servidor congestione links de Internet. Também é possível forçar IPs de origem e/ou destino para utilizarem determinado link de Internet.

4 – Garante uma alta disponibilidade

A partir da implementação de sistemas de Firewall de Borda, é possível configurar múltiplos links de Internet e realizar a troca, automática ou manual, de roteamento em caso de falhas. Para ambientes críticos, é recomendável o uso de 2 servidores Firewall simultaneamente. Tal operação evitará gargalos em processos dependentes da rede de Internet.

5 – Gera estatísticas de acesso

Os Firewalls de Borda também são capazes de gerar gráficos e relatórios que possibilitam analisar o fluxo dos dados entre as redes. Mais especificamente, esses sistemas podem metrificar o consumo dos circuitos de Internet, consumo dos circuitos de Internet por cada endereço IP de rede local, além de produzir relatório de sites acessados por nome do usuário ou IP da estação.

6 – Permite acesso remoto e seguro

Outra funcionalidade oferecida por sistemas de Firewall de Borda é a possibilidade de acesso externo aos computadores de uma rede interna, de forma segura através de conexões criptografadas.

O acesso remoto externo a estações e servidores da rede, por meio de chaves seguras ou autenticação de usuário e senha em uma base local, é uma ferramenta útil para nos dias atuais, visto que o acesso a dados, remotamente, é uma demanda que pode surgir e precisa ser realizada de modo seguro.

Agora que você entende melhor como funcionam as soluções de Firewall de Borda e tem ciência da sua importância para a redução de ameaças virtuais, para a transparência sobre o uso da Internet, para o aumento da produtividade e da disponibilidade de recursos de Internet em ambiente corporativo, pretende implementar Firewalls corporativos em sua empresa? Já faz uso desse recurso? Conte-nos suas experiências nos comentários.

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